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» Moções
do 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva
e 11º Congresso Mundial de Saúde Pública
Moção do GT de Saúde
e Ambiente da Abrasco
Os Congressistas recomendam o encaminhamento desta Moção
ao Presidente da República do
Brasil e aos candidatos a Presidência no processo
eleitoral de 2006.
Considerando
· que o modelo de desenvolvimento brasileiro permanece
socialmente injusto, excludente e
ambientalmente insustentável;
· a insistência do Estado brasileiro em adotar
como carro chefe da economia o agronegócio, com base
na monocultura extensiva e intensiva, com a expansão
da fronteira agrícola, da carcinicultura e da pecuária
sobre florestas e espaços de desenvolvimento humano
historicamente consolidados, impactando negativamente os
ecossistemas para as atuais e futuras gerações
na Amazônia, no cerrado, na caatinga, nas restingas
e manguezais, com devastação e degradação
intensa do meio ambiente, com perda de nascentes e esgotamento
dos solos atingindo diretamente a segurança alimentar,
a saúde das populações rurais, tradicionais
e indígenas, na sua sobrevivência econômica,
cultural e da biodiversidade;
· a associação de tecnologias e biotecnologias
nocivas à saúde e ao meio ambiente;
· a alocação de novos pólos
e empreendimentos industriais em áreas de vulnerabilidade
social e ambiental sem políticas publicas promotoras
e protetoras da qualidade da vida;
· a implantação de projetos de turismo
de larga escala em locais de riqueza paisagística
habitados por comunidades tradicionais, degradando seus
territórios e desestruturando sua vida social;
· que o Estado, ainda em nome do desenvolvimento,
implementa megaprojetos espoliadores de recursos hídricos,
solos e florestas e energético-intensivos com recursos
públicos para infra-estrutura de apoio a iniciativa
privada, que tem afetado populações locais,
causando injustiça social e ambiental.
Propõem:
1. que o Estado resgate seu papel de promotor e protetor
da sustentabilidade;
2. que a saúde incorpore a dimensão ambiental
no pensar e agir no processo saúde–doença;
3. que as políticas publicas sejam integradas às
ações de controle dos processos produtivos
potencialmente nocivos a saúde e ao ambiente;
4. que os grupos humanos e os indivíduos afetados
sob risco e vulnerabilidades sejam efetivamente integrados
nas políticas publicas e no controle social;
5. que as Universidades e as instituições
de pesquisa reflitam criticamente sobre seu papel no
desenvolvimento e difusão científico e tecnológico,
considerando o interesse social no fomento de tecnologias
sustentáveis do ponto de vista sócio-ambiental
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Moção sobre Acesso
à Informação e Conhecimento em Saúde
Pública e Coletiva
Nós,
participantes do 8º Congresso Brasileiro de Saúde
Coletiva e 11º Congresso Mundial de Saúde
Pública,
considerando
· que as iniqüidades de saúde entre
indivíduos e grupos populacionais se constituem
no principal problema de Saúde Pública que
enfrentam a maioria dos países em desenvolvimento,
· que as iniqüidades de acesso à informação
são um dos principais determinantes das iniqüidades
de saúde, favorecendo e ampliando outras iniqüidades
relacionadas aos determinantes sociais da saúde,
e
· que a novas tecnologias e iniciativas na área
de informação em saúde oferecem oportunidades
para superar iniqüidades de acesso à informação,
recomendamos
· aos governos do países em desenvolvimento,
a promoção de programas e políticas
públicas voltadas para o acesso eqüitativo
à informação e conhecimento e para
o combate das lacunas informacionais,
· à Organização Pan Americana
da Saúde e à Organização Mundial
da Saúde o reforço das atividades de cooperação
no campo da informação em saúde,
fortalecendo instâncias institucionais, como a BIREME,
e iniciativas em rede, como a Biblioteca Virtual em Saúde,
ScieLO, ScienTI, e-PORTUGUESE e Global Health Library.
Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2006
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